Teste do Teclado Elixir da OCZ
Por André Gordirro em 25 de agosto de 2008
Introdução
Conhecida por seus módulos de memória, a OCZ aos poucos entra no mercado de periféricos voltados para games, como o mouse Equalizer já testado por nós. Agora é a vez de a empresa lançar um teclado do gênero, o Elixir, parte da linha Alchemy de produtos indicados para jogos. Logo de cara, ele lembra muito o Tarantula, da Razer, que apesar de ainda não termos testado, conhecemos das prateleiras. Vamos conferir se a OCZ fez bem em seguir os passos da Razer, que é conhecida pela excelência de seus periféricos para games.
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Figura 1: O teclado Elixir.O Elixir
O Elixir é um teclado grande, dentro da filosofia do gênero de oferecer várias teclas configuráveis para acionar tanto aplicativos quanto funções específicas de jogos (como troca de arma, lançamento de feitiços etc). Ele oferece 10 teclas na cor azul, cinco à direita e cinco à esquerda, que podem ser programadas em três perfis diferentes – dando ao usuário, de fato, 30 opções de personalização. É possível criar um perfil para um determinado jogo – no nosso caso, nosso favorito do momento, Team Fortress 2 – ou um perfil de trabalho, com acionamento de Photoshop, Word etc. Além disso, o Elixir já vem com teclas multimídia (tocar/pausar, parar, avançar, retroceder, aumenta/diminui volume, mudo) na extremidade direita, e de navegação na internet e email (à esquerda), o que evita que sejam gastos botões programáveis para essas funções.
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Figura 2: Teclas programáveis.A programação é feita na maior facilidade através do software proprietário da OCZ. Basta instalá-lo através do CD que vem com o teclado e criar as macros (combinações de comandos em um único botão) para acionar aplicativos e funções de jogos mais comuns. Batize o perfil a seu gosto – com seu nome, ou objetivo (trabalho, jogo etc) – e o teclado está pronto para ser usado.
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Figura 3: O programa do Elixir.As teclas são emborrachadas, o que garante confortável digitação e horas de jogatina agradável. São fáceis de limpar, caso você tenha o mesmo mau hábito que nós de comer ao computador. A OCZ ainda teve o esmero de mandar teclas sobressalentes (W, A, S, D, as quatro setas, a barra de espaço, e um Shift; justamente as mais acionadas em jogos e que podem apagar/ficar sujas com mais freqüência). Muito bacana. A lamentar a falta de iluminação das teclas como forma de baratear o produto: há até quem não ligue para isso, mas quem já se acostumou a acender o teclado ao cair da tarde ou a disputar partidas no escuro, vai sentir uma tremenda falta. Foi o nosso caso durante o teste. No breu, não dá.
Outro ponto negativo: não há entrada USB no teclado, como no G15 da Logitech, por exemplo. Claro que foi mais uma opção da OCZ para baratear o produto e oferecer uma opção mais em conta ao mercado, mas o fato é muito prático conectar seu mouse para jogos diretamente no teclado com a mesma função. Ao instalarmos o Elixir, acabamos gastando duas entradas USB – uma para o teclado em si, e outra para nosso mouse. Nada grave, mas como entrada USB sobrando nunca é demais, ficamos na conta do chá em nossa máquina.
Provando o Elixir
Com perdão do trocadilho infame, rolou uma boa alquimia entre o Elixir e nossa experiência de jogatina. Programamos com facilidade as funções adequadas ao nosso estilo de jogo e partimos para o tiroteio incessante em Team Fortress 2. As teclas emborrachadas responderam com precisão e muito conforto diante de horas de teste, sem cansar os dedos. Porém, tivemos que ligar a luz ao entardecer por conta da falta de iluminação nas teclas.
Quando usado para trabalhar, a configuração de teclas do Elixir deixou a desejar em alguns aspectos por conta de nosso estilo de digitação. A proximidade da tecla de Enter do teclado alfanumérico com aos botões de função azuis causou o acionamento involuntário destes últimos (costumamos usar aquele Enter com o dedo mindinho esquerdo). Para não tomar espaço, o conjunto Home/End, Page Up/Down e Delete tem um formato fora do padrão, o que causou estranheza e erros ao acionarmos tais teclas. Tudo isso, é claro, pode ser superado através de costume; são questões mais de particularidade de digitação do que um problema do produto em si, vale ressaltar.
A grande vantagem do Elixir é ser um teclado para jogos relativamente barato. Nos EUA sua média de preço é de USD 38, bem abaixo dos cerca de USD 85 do G15 da Logitech – e apesar da falta de entradas USB e iluminação, ele vem com teclas sobressalentes, o que aumenta sua vida útil. Com certeza é um produto para quem quer um bom teclado para jogos, mas não quer investir as jóias da família.
Especificações
As principais especificações do teclado Elixir são:
- Conexão: USB 2.0
- Estilo: teclado tradicional não-ergonômico
- Teclas emborrachadas
- Onze teclas sobressalentes
- Teclas de função: 10
- Perfis programáveis: 3
- Dimensões: 50 (comprimento) X 20 (altura) X 2,8 (espessura) cm
- Peso: 840 g
- Mais informações: http://www.ocztechnology.com
- Preço médio nos EUA*: USD 39
* Pesquisado em http://www.shopping.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
Pontos Fortes
- Teclado emborrachado promove digitação e jogatina confortáveis
- Teclas sobressalentes
- Botões internet e multimídia liberam funções programáveis
- Barato para um teclado para jogos
Pontos Fracos
- Sem iluminação
- Sem entradas USB
- Configuração estranha do conjunto Home/End, Page Up/Down e Delete
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1553
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